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segunda-feira, 16 de março de 2009



A segunda igreja a ser erguida na nova Capital foi consagrada a Nossa Senhora das Dores, localizada no que hoje é a Praça Saraiva. Embora a pedra fundamental do edifício tenha sido colocada em 25 de março de 1865, o mesmo ruiu quando estava quase pronto e teve que ser reconstruído, sob os auspícios do Barão de Gurguéia, sendo finalmente inaugurado em 1871. Destaca-se, quando vista externamente, por lembrar o contorno de um navio. Foi elevada a Catedral em 1902, quando foi criada a Diocese do Piauí; em 1944 foi criada a Diocese de Teresina, sendo a cidade elevada a Metrópole Eclesiástica em 1952, com a criação da Arquidiocese pelo Papa Pio XII. Sob seu altar está enterrado D. Severino Vieira de Melo, primeiro Arcebispo da Capital, falecido em 1955.

A capela-mor da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Amparo foi inaugurada em 24 de dezembro de 1852, no primeiro Natal de Teresina, estando localizada no que hoje é a Praça Marechal Deodoro. O próprio Imperador Pedro II contribuiu com um conto de réis para sua construção. A imagem de Nossa Senhora do Amparo, trazida de Portugal em 1850, foi levada em cortejo solene da pequena Igreja da Vila do Poty (o bairro Poty Velho de nossos dias), distante uma légua do novo templo. O atual cruzeiro de pedra situado em seu adro marca a localização da cruz de madeira ali erigida em 1850, quando do início de sua construção (o primeiro edifício a ser erguido na nova Capital), que serviu de referência para o traçado da cidade. As grandiosas torres neogóticas que a caracterizam foram construídas durante a década de 50 do século XX, quando de seu centenário, sendo o Vigário-Geral o Monsenhor Joaquim Chaves.


Monsenhor Chaves, um dos principais historiadores do Piauí, notável por destacar o papel do cidadão comum nos grandes eventos da história do Estado, escreveu que “Teresina nasceu nos braços da Igreja Católica”. A planta da cidade foi traçada a partir de uma cruz de madeira fincada em 1850 pelo pároco da antiga Vila do Poty (atual bairro Poty Velho), Padre Mamede Lima, no local onde hoje está o cruzeiro da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Amparo. O corredor central da Igreja de São Benedito, visto na imagem panorâmica acima, divide a cidade ao meio, estando os fiéis à esquerda na Zona Norte e aqueles à esquerda na Zona Sul. Ainda hoje, mais de 150 anos após sua fundação, Teresina é a Capital de Estado brasileira com maior proporção de católicos entre seus habitantes (mais de 85%). Muitas das igrejas da cidade são referências urbanísticas por seu significado histórico, artístico e arquitetônico.
site-teresina panoramica

igrejas do Piaui


Segundo o professor Paulo a igreja apresenta características das construções jesuíticas, estrutura maneirista, que antecede ao barroco, representada pela simetria e pelas vigas retas e simples sem adornos e exageros, possui apenas uma nave central e há ausência de torres . Considerando a data gravada de 1616, acredita-se que esta seja a arquitetura mais antiga do Piauí. Porém, não existem registros documentais que comprovem a veracidade da data.O historiador Olavo Pereira da Silva, que atualmente trabalha no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, em seus estudos não conseguiu encontrar nada que pudesse atestar a validade da data encontrada na fachada. Mesmo sem uma prova documental a igreja representa uma importante construção, "uma preciosidade arquitetônica", como ressalta o professor Paulo.



Embora tombada como patrimônio estadual sua estrutura tem sido conservada pelos moradores da localidade, os quais ainda realizam em seu interior cerimônias religiosas, no entanto, de acordo com a senhora Maria Candida do Nascimento, 74 anos, isto acontece somente uma vez ao ano. "Todo ano a gente se reune nos festejos de Nossa Senhora do Rosário, que acontecem em outubro, aí o padre de Cocal vem e realizabatizados, eucaristia, crisma e casamentos. Todo o povo se reune e faz uma grande festa", explica Maria Candida que nasceu no município de Buriti dos Lopes/PI e veio para o povoado Frecheira somente aos 40 anos.



Mesmo com o cuidado que a comunidade tem tido de conservar este patrimônio histórico fica o alerta para as instituições responsáveis pelos bens tombados pelo estado. Não se pode deixar perdido e longe do conhecimento das pessoas algo que faz parte da história de povoamento do país e que pela data contraria inclusive os primeiros registros de expedições no estado do Piauí que datam de 1674 a 1680 por intermédio de Domingos Jorge Velho e Domingos Afonso.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008


No lixo:
Apenas os restos sociais.
No aquário:
Apenas o lindo peixe cativo.
Na cama:
Apenas o sono.
Na vida:
Apenas a morte.
Demetrios
Sintezine ano 01 número 2 – setembro / 99

Meu mundo
Não é esse mundo
Meu mundo
Não é aqui
Meu mundo
É outra dimensão
Meu mundo
Esta em construção
Demetrios
Sintezine – ano um numero I


U.L.P.A. – UNIÃO LIBERTARIA DA POESIA ÁVIDA. Ano zero, numero três outubro/novembro - 00.
Poesia coletiva construída no dia 20/2/0 / Dante-Demetrios, Robson & Junior.
Abraço o maldito vírus
E danem-se as conseqüências
Embora eu saiba que amanhã estarei de cama
A verdade é obscura:
Alguns despertam
Outros padecem.
A loucura liberta o homem
E o faz feliz.
Tudo o que há
Sou nada, tudo, fim,
Inicio ciclo, vicio.
A vida é sarcástica,
Ela coloca a pedra pra você tropeçar
E gargalha de você.
Vivo aprendendo,
Aprendendo e não sei se estou vivendo.
Sou hetro, sou homo, geni, sexual...
Hoje, mesmo liberto sinto-me prisioneiro por sempre ter sido um.
A razão aprisiona os homens. A cobra roça-se com o pombo
Se amam por toda madrugada.
Olho além e vejo algo lindo
Pessoas se igualando a outras. Rá rá rá!!! Tudo é tão irônico.

Meu
Quebra-cabeças
Recortado
Construindo
Com
Retalhos
De
Idéias
Afins
Luzes de neon
Bares de periferia
Verbos de concreto
Poesias elétricas
Inconsciência antropofágica

Arte
Marginal

Demetrios

Sintezine ano I - numero – 4. fev.2000


DIA A DIA

O pântano urbano engole a luz
Os submarinos emergem na lama
Os lobos devoram as idéias engaioladas

Molambos humanos
Vagam pelas ruas doentes
Da insana cidade

Canções fúteis são ouvidas em todas as esquinas
Nas avenidas há prostituta a espera do carrasco
A noite esconde os predadores!

Alguns versos recheiam os dias
Ao som de uma orquestra
Caótica e desafinada
Demetrios

Ano I – numero 5 – maio de 2000

BONITO PRA CHOVER

Já espalhei
Dentro de mim
O nosso canto
Estou aceso
Pra viver
Eterno tempo
Quero você
Alem do bem
Aquém do mal
Melhor da vida
Mulher da vida
Malinando no meu peito
Hoje amanheci
Só pra te amar
É que o tempo
Anda bonito pra chover

William melo soares


VARRIDOS

Nicinha primeira dama
Dos carnavais da saudade
Se enchia de beleza
Enfeitava nossos olhos
Assanhava a mocidade
Se passava por princesa
E tinha toda certeza
De que o tempo não tem idade
E na loucura dos dias
Quinta-feira, bibelô.
Manelão, ceguinha e muda.
Zé caenga, Chico doido e vovô.
(Zé doidinho se aquietou)
Hoje canto em louvor
À loucura dessa gente

William melo soares