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sexta-feira, 30 de julho de 2010

O Fogo da Boa Vista

    A Coluna Prestes foi um movimento político-militar de origem tenentista, que entre 1925 e 1927 empreendeu uma marcha pelo interior do Brasil defendendo reformas políticas e sociais e combatendo o governo do presidente Artur Bernardes (1922-1926). No ambiente de contestação às oligarquias e sob a influência do tenentismo, remanescentes da Revolução de 1924 uniram-se a dissidentes do Rio Grande do Sul e seguiram para o interior. Sempre conseguindo vitórias, a Coluna combateu forças regulares e milícias privadas de fazendeiros. A Coluna que poucas vezes enfrentou grande efetivo do governo empregava táticas de guerrilha, para confundir as tropas legalistas. Cerca de 1200 homens, chefiados por Juarez Távora, Miguel Costa e Luiz Carlos Prestes percorreram, durante 29 meses, 25 mil km nos estados de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Bahia. Ao final de 1926, com mais da metade dos combatentes atacados pela cólera e sem poder continuar a luta, a Coluna procurou asilo na Bolívia. Não conseguindo derrubar o governo do presidente Washington Luiz (1926-1930), mas a invencibilidade da Coluna contribuiu para o prestígio político do tenentismo e reforçou as criticas as oligarquias. Sua atuação ajudou a abalar os alicerces da República Velha, a preparar a Revolução de 1930, a afirmar a liderança nacional de Luiz Carlos Prestes.

    A passagem da Coluna Prestes por Bocaina, Piauí, deixou rastro de pavor, e o pânico tomou conta da população. Cerca de duzentos revoltosos compunham o grupo. Eles permaneceram na região vários dias, ocasião em que invadiam casas, fazendas, retiros, sempre à procura de bens, víveres, animais, ouro, prata e tudo que pudesse ajudar nos custos da revolução comunista encetada por Luiz Carlos Prestes, que não fez parte deste grupo e não participou deste episódio. Foram ações dessa natureza que rotulou a Coluna com uma imagem negativa, pois transmitia o medo generalizado na população.

    O fato mais importante dessa intentona na região se deu na data de 20 de janeiro de 1926 na fazenda Boa Vista, zona rural de Bocaina, ocasião em que os revoltosos ocuparam a propriedade obrigando a fuga de parte da família do fazendeiro e comerciante Cícero Gomes Vieira, permanecendo dois de seus irmãos e uma criada, como reféns. Este acontecimento ficou registrado nos anais da história como “O Fogo da Boa Vista”, e permanece vivo até hoje na memória do povo bocainense.

    O confronto entre os membros da Coluna e as tropas legalistas durou mais de duas horas, ficou gravemente ferido o senhor Ciro Gomes Vieira e morto seu irmão Arlindo Gomes Vieira que fora abatido pelas forças leais ao governo que o confundiu com um dos revoltosos.

    Segundo a crônica local, as tropas legalistas saíram vencedoras e os revoltosos fugiram para o Ceará com muitas baixas. Na fuga perderam um alforje com dinheiro, prata e ouro que foi encontrado pela agregada Maria de Rufino, que com medo de maiores conseqüências e em obediência o entregou ao seu patrão senhor Cícero Gomes, que ampliou ainda mais sua fortuna.

    A fazenda Boa Vista outrora fez parte do grande patrimônio do genearca Raymundo de Souza Britto, filho de Borges Marinho, que a deixou como herança para um de seus filhos, o capitão da Guarda Nacional Antônio Francisco de Souza Britto, este consequentemente a deixou para um de seus descendentes Vicente Francisco de Sousa Britto, seus herdeiros a venderam a Cícero Gomes Vieira, que da mesma forma procedeu, vendendo a propriedade ao atual dono, senhor João Trajano.

    A propriedade era composta de açude, engenho de cana, pastagens, juncais, currais de madeira, cercas de pedras, e a casa da sede principal construída nos moldes dos grandes latifúndios nordestinos, inclusive, preservando no seu interior, os recursos de escadaria e sótão, que servia de abrigo em épocas de tensão como este episódio em epígrafe, sendo que na lida cotidiana, servia para o patrão postar-se na janela de onde, célebre, ordenava as atividades e afazeres corriqueiros do dia aos seus empregados.

    A propósito: contava e cantava o poeta e folclorista bocainense Luiz Camilo, que por ocasião do fogo da Boa Vista um outro descendente da figura histórica e lendária de Raymundo de Souza Brito, o senhor Carlos Antônio de Souza Brito, mais conhecido por “Véi Carrim” acometido de imenso pavor, saiu correndo da fazenda Boa Vista até o arraial “Aroeiras” no sopé do Morro Grande, e, lá chegando, esbaforido pelo cansaço e pelo medo, narrou os acontecimentos carregado de grande emoção; daí ficou perpetuado para sempre nos versinhos do poeta alusivo ao fato:


 “No fogo da Boa Vista
  Carrim deu de lá pra cá,
  Chegando nas Aroeiras
  Modesto, vamos rezar,
  Que guerra começou
  E nóis vamos se acabar”.


* Cronista membro da UPE – União Picoense de Escritores
Do site: http://www.fnt.org.br/artigos.php?id=188, Portal do sertão.



segunda-feira, 5 de julho de 2010



RAMSÉS RAMOS
(1962-1998)


Nasceu em Teresina, Piauí, descendente de família de músicos. Viveu em Brasília e trabalhou nas Nações Unidas, como chefe do Cerimonial e de Relações Internacionais. Viveu também na Tchecoeslováquia e na Espanha. Faleceu na Rússia.

Lançou seis livros de poesia:  Dois Gumes (1981), com Rosário Miranda; Envelope de Poesia (coletivo); Dança do Caos (1981), com Kenard Kruel, Eduardo Lopes, William Melo Soares e Zé Magão; Percurso do Verbo (1987); Baião de Todos (coletivo, 1996); e Poemas da Paixão (Praga, 1992). 


saudade me botou na parede

— há de chorar

mas eu sei que a rede
em que me reparto
é um banquete raro
tanto fino quanto farto

saudade triscou no gatilho
— impossível não prantear

mas eu sinto que o ato
entre o partir e o ficar
é o fico, não o parto


sete pecados do amor

o melhor amor é o que não faz alarde
(mar como arde)
ao melhor amor nunca se esquece
(mas quem merece?)
melhor amor sempre tem dinheiro
(onde, o banqueiro?)
o melhor amor é desinteressado
(todo mundo é culpado!)
melhor amor jamais atraiçoa
(desse se caçoa)
o melhor amor te amará eternamente
(quanto se mente!)
o melhor amor, enfim, de tudo abdica
(esse, com quem fica?)



Poemas extraídos de
TAVARES, Zózimo.  Sociedade dos Poetas Trágicos. Vida e obra de 10 poetas piauienses que morreram jovens.  2 ed.  Teresina, Piauí: Gráfica do Povo, 2004.

e també do site; http://www.antoniomiranda.com.br




PAULO JOSÉ CUNHA

É poeta, jornalista, professor e documentarista piauiense que nasceu no Rio de Janeiro e vive em Brasília. Publicou em 1984 seu primeiro livro de poemas, Salto sem Trapézio (Senado Federal, Coleção Lima Barreto, Vol. 5, Brasília) e 25 anos depois lançou o segundo, Perfume de Resedá, uma coleção de memórias prefaciadas pelo poeta H. Dobal, sob o selo da editora Oficina da Palavra, de Teresina. Participou das antologias Poesia de Brasília (org. Joanyr de Oliveira) e Mais Uns – Coletivo de Poetas (coord. Menezes y Moraes).

Publicou também dois livros de arte sobre a festa dos bois-bumbás de Parintins, Vermelho – Um Pessoal Garantido e Caprichoso – A Terra do Azul, além dequatro grandes edições de Grande Enciclopédia Internacional de Piauiês. Em 1978, lançou A Noite das Reformas, um livro-reportagemsobre os bastidores da votação da emenda que extinguiu o AI-5. Como jornalista trabalhou nas sucursais da TV Globo e de O Globo, Rádio Nacional e Jornal do Brasil, em Brasília. Atualmente é âncora de três programas na TV Câmara e leciona na Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília.

Primo do tropicalista Torquato Neto, PJC recebeu do poeta H. Dobal o seguinte comentário pelos poemas de O Salto Sem Trapézio: “O jornalismo e a juventude lhe deram a possibilidade de usar temas e linguagem atuais, sem o perigo de cair no vulgarismo e no artificialismo dos modismos passageiros. E quanto a isto, sua poesia tem um aspecto único”.

Sobre Perfume de Resedá, H. Dobal, que faleceu em maio deste 2009, deixou registrado: “Uma das funções da poesia é desencantar lembranças, sujeita, no entanto, ao risco de tornar-se apenas uma prosaica enumeração. PJC cumpre esta função, evitando este risco. O seu mundo poético surge da poesia intrínseca das lembranças, realçada pelo poder que as palavras adquirem no contexto.” 
Página preparada por Angélica Torres Lima.


O CASO DOS DOIS BEIJOS
 
No tapete ao lado da cama,
hoje pela manhã,
encontrei dois beijos vadios
que se desprenderam à noite
de teus cabelos
e caíram no chão. 
Um deles (o mais tímido)
machucou-se um pouco na queda,
chora e só fala em voltar pra casa.
Já o outro, de uma família de saltimbancos,
em troca de dois vinténs
tomou o lugar de um dos meus. 
Agora, teu beijo saltimbanco anda comigo.
Faz piruetas dentro do bolso da calça,
e diz que nunca mais voltará pra casa. 
Enquanto isso o meu beijo, um andarilho,
fugiu e agora anda contigo.
Tem feito longas caminhadas pelo teu rosto,
se enrosca em teus cabelos,
escorrega pelo teu corpo,
pendura-se no bico de um seio,
vez por outra se esborracha no chão,
e, com um sorriso safado,
abre os bracinhos
e diz umas piadas sujas
que te fazem rir,
            encabulada...  


A ATRAÇÃO DO ABISMO

Súbito, o silêncio.
O ruflar das asas do condor sobre os quintais,
e o som de sua voz absoluta: 

- Já sabes a hora?
   E o dia, já sabes o dia?,
   ou vais deixar que o acaso te encontre
   fiando a tua covardia?

ENQUANTO SEU LOBO NÃO VEM
 
Sigamos juntos, vamos de mãos dadas
Que apesar das noites, restam as madrugadas.
Sigamos de mãos dadas, vamos
Para algum lugar, longe daqui, sigamos.

Pois mesmo que o caminho seja escuro,
os muros sejam altos, e as arestas, afiadas
alguma luz se infiltrará nas frestas
e algo muito puro, que não sei o nome,
circulará por entre as mãos entrelaçadas

Vamos pela noite sem deixar pegadas
que a morte é certa; a vida, curta; e o mundo, enorme.
Me dá tua mão, sigamos juntos, vamos
que a rua está deserta e o monstro dorme.



fonte; http://www.antoniomiranda.com.br, mais nesse site.


ÁLVARO PACHECO

Nasceu em 28 de novembro de 1933 no Piauí e mudou-se para o Rio de Janeiro em 1959. Jornalista, editor, poeta, advogado de formação.

“...os poemas de Álvaro Pacheco tocaram este leitor: na era do homem de acrílico a poesia continua a emitir sinais luminosos e confortadores, por mais que se queira esvaziá-la de todo sentido — e a sua tem aquele propriedade.” Carlos Drummond de Andrade

“Álvaro Pacheco é o conciliador do antigo com o moderno, do urbano com o rural, da esperança com o desengano, do discurso coma paisagem significativa. Atrai também o seu jeito de fazer poesia, isto é, o estilo, mistura de espontaneidade e amarga filosofia. Uma crosta festiva, alegre cobrindo com travo de amargura que — importante! — não se derrama, não se vulgariza. E metendo um palavrão dentro do poema, tão natural, sem chocar, sem constranger. Funcional.” Fábio Lucas


DOR

A mão se fecha
você se crispa
em dor. 

Você se crispa
a dor se abre
em flor: 

e você não sabe
na terceira pessoa do singular
porque realmente sofrer
essa dor plural. 



SOLIDÃO


Que ninguém me conspurque este momento
de estar comigo
e me deixe intata a solidão.

que ninguém venha
na hora de não vir — e vindo
me deixe desolar.

que ninguém me conspurque a solidão
e me deixe crestar
ao reflexo e na massa intata
da lava dessa hora de mim mesmo
a consumir-se inteiro.

                      Vitória, agosto de 1968

 

 Rio de Janeiro: Aeroplano, 2003
Em estado de perplexidade frente a tudo que remeta ao não-sentido de ser, a voz de Álvaro, estoicamente, contempla o vazio da transcendência e acolhe a inelutável dissolução da matéria (...)”  Antonio Carlos Secchin

Alcides Freitas nasceu em Teresina, em 4 de julho de 1890. Estu­dou no Liceu Piauiense, cursou Humanidades e, terminado o curso, em 1906, matriculou-se na Faculdade de Medicina da Bahia. Na defesa da tese de doutorado, na área de Fisiopsicopatologia, produziu um texto - Da Lágrima - que já revelava o grande poeta que existia dentrC? de si, pois era muito mais afim à literatura do que à ciência. A tese foi publicada em 1912, o mesmo ano da edição do livro Alexandrillos, escrito em parceria com o irmão Lucídio Freitas.

Publicado em outubro de 1912, o livro Alexandrinos mereceu elo­gios de críticos de renome nacional, como Osório Duque-Estrada, autor do Hino Nacional Brasileiro, José Veríssimo, Clóvis Beviláqua e Laudemiro de Menezes. Também os piauienses, como Zito Baptista, An­tônio Chaves, Abdias Neves é Cristino Castelo· Branco, aplaudiram a obra de estréia do poeta.

Conta a professora Socorro Rios Magalhães que, antes mesmo do lançamento do primeiro livro, os jovens poetas Alcides Freitas e Lucídio Freitas já gozavam de grande prestígio entre os conterrâneos. "A par do pendor pelas letras, demonstrado desde a infância, e dos estudos superiores feitos fora do Estado, eram ainda filhos de Clodoaldo Freitas, naquele tempo já uma legenda no meio intelectual e político do Piauí", destaca a professora .
   
O bambu

Exposto ao dia, à noite, à beíra da lagoa,
Onde se miram, rindo, as boninas do prado,
Vive um velho bambu, velho, curso e delgado,
A escutar a canção que o triste vento entoa ...

Jamais os leves pés de um trovador alado,
Desses que pela mata andam cantando à toa,
Pousara-lhe num ramo! Apenas o povoa
Alta noite, agourento, um corujão rajado ...

E vive, — arcaico monge a gemer solitário,—
­A sua dor sem fim, o seu viver mortuário,
Tristonho a refletir no fundo azul das águas ...

Como bambu da mata, exposto ao sol e ao vento,
Do deserto sem fim de meu padecimento,
Triste nos olhos teus reflito as minhas mágoas!. ..

(Alexandrinos, 1912)

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Por Adrião Neto 


Cláudio Bastos formou-se em Administração Pública e em Sociologia e Política. Foi professor universitário, pesquisador, escritor e jornalista. Lecionou nos cursos de pós-graduação da Faculdade de Ciências Gerenciais da Universidade de Negócios e Administração, em Belo Horizonte. Era membro do Instituto Genealógico Brasileiro, do Colégio Brasileiro de Genealogia, da Associação Brasileira de Pesquisadores de História e Genealogia, da Sociedade Genealógica Judaica do Brasil, do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais e do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba.

Dentre as sua obras destacam-se o “Dicionário Histórico e Geográfico do Estado do Piauí”, editado em 1994, pela Fundação Cultural Mons.  


Em 23 de agosto de 2004, no dia em que comemorava 69 anos de existência, o pesquisador piauiense Cláudio de Albuquerque Bastos, foi vítima de um enfarto fulminante. Ele era teresinense, mas vivia há muitos anos na capital mineira, onde estudou, constituiu família e desenvolvia as suas atividades profissionais.
 

 PIAUÍ – SUA HISTÓRIA E SEUS HISTORIADORES


Por Adrião Neto

Comentários de medalhões da intelectualidade piauiense dão conta de que determinada obra sobre um dos principais episódios da História do Piauí, publicada por uma grande editora, seria superficial e uma das mais fracas do gênero, simplesmente pelo fato de ter sido elaborada por um escritor sem formação acadêmica na área de História.

Refletindo sobre essas críticas e sobre a censura de que o autor da obra em foco teria invadido uma seara proibida, infringindo assim os Sagrados Mandamentos da Lei de CLIO (Deus da História), resolvi fazer um levantamento sobre o acervo historiográfico do Piauí e sobre a formação acadêmicas dos nossos historiadores.

Pelas pesquisas que realizei ficou constatado que uma coisa não tem relação com a outra, vez que, as principais obras do nosso acervo historiográfico e outras de relativa importância, incluindo-se também algumas de cunho municipalista, foram legadas por escritores de outras áreas do conhecimento e até mesmo por autores sem formação acadêmica, como é o caso do mestre Odilon Nunes, que é considerado como o maior historiador do Piauí de todos os tempos.

Se realmente para se dedicar a um gênero literário fosse necessário ter formação específica, haveria a necessidade de se ter cursos de graduação em romance, conto, crônica, poesia, etc.

Por outro lado, se, por um passo de mágica a contribuição dos historiadores de outras áreas do conhecimento fosse deletada dos livros, e se a historiografia do Piauí contasse apenas com a produção dos historiadores formados em História, o nosso acervo historiográfico não passaria de um grão de areia no meio do deserto.

Como prova de que, o que afirmei no terceiro parágrafo não é história para boi dormir, transcrevo uma relação de autores acompanhada da formação acadêmica de cada um deles e de suas respectivas obras no campo da historiografia.

Autores sem formação acadêmica na área de História e suas respectivas obras:

Abdias Neves – Bacharel em Direito, autor de: "O Piauí na Confederação do Equador"; "Contribuições para a História do Piauí"; "Aspectos do Piauí"; "O Piauí nas Lutas de 1824" e "A Guerra de Fidié".

Alcides Martins Nunes – Formado em Direito, autor de: "Cronologia Histórica de Valença" e "Anuário de Valença do Piauí", coautoria.

Anísio Brito – Formado em Odontologia, autor de: "Contribuição do Piauí à Guerra do Paraguai"; "O Município Piauiense"; "A Quem Pertence a Prioridade Histórica do Descobrimento do Piauí?"; "Adesão do Piauí à Confederação do Equador"; "Independência do Piauí"; "Os Balaios no Piauí" e "Fazendas Nacionais no Piauí".

Antônio José de Moraes Durão – Formado em Direito, autor da "Descrição da Capitania de São José do Piauí", escrito em l772.

Antônio Reinaldo Soares Filho – Geólogo, autor de: “Oeiras Municipal”.

Antônio Sampaio Pereira – Sem formação acadêmica, autor de: "Esperantina à Luz da História".

Arimatéa Tito Filho – Bacharel em Direito, autor de: "O Piauí no Congresso Nacional"; "Governos do Piauí";"Sua Excelência O Egrégio"; "A Augusta Casa do Piauí"; "Praça Aquidabã, Sem Número"; "Teresina, Ruas, Praças e Avenidas - Roteiro Turístico"; "A Igreja do Alto da Jurubeba"; "José de Freitas, Comunidade Exemplar" e "Memorial da Cidade Verde".

Artur Passos – Sem formação universitária, autor de: "História do Município"; "Roteiro Histórico do Município de Guadalupe" e "História, Economia e Lendas".

Barbosa Lima Sobrinho – Formado em Direito, autor de: "O Devassamento do Piauí".

Benjamin de Moura Batista – Formado em Medicina, autor de: “O Piauí - 1762 a 1920” e “O Piauí no Centenário de Sua Independência”, 4 volumes.

Celso Pinheiro Filho – Formado em Direito, autor de: “História da Imprensa Piauiense”.

Caio Passos – Sem formação universitária, autor de: “Parnaíba – Cada Rua Sua História”.

Carlos Eugênio Porto – Médico, autor de: "Roteiro do Piauí".

Mons. Chaves – Licenciado em Filosofia, tem cursos de Teologia, Escritura Sagrada e Direito Canônico, autor de: “Teresina Subsídios para a História do Piauí”; “O Índio no Solo Piauiense”; “Campo Maior – Lutas pela Independência” (Batalha do Jenipapo); “A Escravidão no Piauí”; “O Piauí na Guerra do Paraguai”; “O Piauí nas Lutas da Independência” e “Como Nasceu Teresina”.

Cláudio Bastos – Bacharel em Administração Pública, em Sociologia e Política, autor do “Dicionário Histórico e Geográfico do Estado do Piauí”.

Pe. Cláudio Melo – Formado em Teologia e Filosofia, tem Doutorado em Sociologia, autor de: "O Piauí, Realidade e Perspectivas de Desenvolvimento"; "A Pobreza Piauiense"; "Os Primórdios de Nossa História"; "A Prioridade do Norte no Povoamento do Piauí"; "Bernardo de Carvalho"; "Os Jesuítas no Piauí" (1992) e "Novas Aventuras de uma Sesmaria".

Cléa Rezende Neves de Melo – Licenciada em Língua Portuguesa e Espanhola e suas Literaturas, Pós-graduada em Filologia Hispânica e em Língua Portuguesa, autora de: “Memórias de Piripiri”.

Clodoaldo Freitas – Formado em Direito, autor de: “História do Piauí”; “Vultos Piauienses” e História de Teresina.

F. A. Pereira da Costa – Bacharel em Direito, autor da: “Cronologia Histórica do Estado do Piauí”.

Herculano Moraes – Sem formação universitária, autor de: “Memorial do Judiciário – Roteiro para a História do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí” e "Visão Histórica da Literatura Piauiense".

Higino Cunha – Advogado, autor de: "O Teatro em Teresina"; "História das Religiões no Piauí"; “Os Revolucionários no Sul do Brasil” e “A Revolução de 1930 no Piauí”.

Joel Genuíno de Oliveira – Sem formação universitária, autor de “Governos do Piauí” e “O Piauí no Congresso Nacional”. Colaborou com os principais jornais de Teresina, onde, diariamente publicava a nota “Atos e Fatos da História do Piauí”.

João Gabriel Baptista – Engenheiro Civil, autor de: Etnohistória Indígena Piauiense; Corográfico do Estado do Piauí” e “Mapas Geo-Históricos do Piauí”.

José Alves Fortes Filho – Sem formação universitária, autor de: “Adesão do Piauí à Independência do Brasil”, opúsculo e “Teresina, de Saraiva a Heráclito”, opúsculo.

José Camilo da Silveira Filho – Bacharel em Direito, autor de: "Breve Introdução ao Estudo Piauiense"; "Rebelião de Pinto Madeira e o Piauí"; "O Cochrane das Caatingas"; "O Piauí na II Guerra Mundial" e "O Piauí na Guerra dos Canudos".

José Martins Pereira de Alencastre – Profissional da área do Direito, autor de: “Memória Cronológica, Histórica e Corográfica da Província do Piauí” e “Estudos Históricos, Notas Diárias sobre a Revolta nas Províncias do Maranhão, Piauí e Ceará.

José Mendes de Sousa Moura – Engenheiro Civil, autor de “Simplício Mendes – História e Notáveis”.

José Omar Araújo Brasil – Sem formação acadêmica, autor de: “Batalha do Jenipapo – Síntese da História 179 Anos - 1823-2002”.

Judith Santana – Sem formação acadêmica, autora de: "Piripiri" e "Parnaíba".

Júlio Romão da Silva – Sem formação universitária, autor de: "Memória Histórica Sobre a Transferência da Capital do Piauí".

Luiz Mott – Licenciado em Ciências Sociais, tem Mestrado em Etnologia e Doutorado em Antropologia, autor de: "Piauí Colonial – população, economia e sociedade".

Maria da Penha Fontes e Silva – Sem formação universitária, autora de: "Piauí - Estudos Regionais do 2º grau", coautoria.

Pe. Miguel de Carvalho – De formação estritamente religiosa, autor da “Descrição do Sertão do Piauí”, escrita em 1697.

Miguel de Sousa Borges Leal Castelo Branco (II) – Profissional da área do Magistério e do Direito, autor de: “Apontamentos para a Sinopse da Província do Piauí”. Fundou o Almanaque Piauiense, onde publicou uma série de documentos históricos sobre a Província.

Moisés Castelo Branco Filho – Engenheiro Geográfico, autor de: “História da Revolução no Piauí”; “Povoamento do Piauí”; “História do Comércio de Teresina”; “História de Uma Bandeira - Desbravamento do Piauí”; “Guerra da Independência no Piauí”; “História da Cidade”; “O Piauí na História Militar do Brasil”; “Depoimento para a História da Revolução no Piauí, período revolucionário: 1922-1931” e “A Família Rural do Piauí”.

Nasi Castro – Sem formação universitária, autora de: “Amarante - Um Pouco da História e da Vida da Cidade” e “Amarante, Folclore e Memória”.

Odilon Nunes – Sem formação universitária, autor de: "O Piauí na História"; "Súmula de História do Piauí"; "Pesquisas para a História do Piauí", 4 volumes; “Apontamentos Históricos”; "Economia e Finanças"; “Piauí Colonial”; “Geografia e História do Piauí”; "Os Primeiros Currais"; "Devassamento e Conquista do Piauí"; "O Piauí, seu Povoamento e seu Desenvolvimento"; "Estudos da História do Piauí"; “A Origem das Fazendas Estaduais”; “Domingos Jorge Velho e o Assentamento das Bases Econômicas do Piauí”; “Um Desafio da Historiografia do Brasil” e "Raízes do Terceiro Mundo".

Patrício Franco – Sem formação acadêmica, autor de: “Capítulos da História do Piauí”; “O Município no Piauí”; “História do Banco do Estado do Piauí” e “Uruçuí: Sua História, Sua Gente”.

Paulo Machado – Bacharel em Direito, autor de: As Trilhas da Morte.

R. N. Monteiro de Santana – Bacharel em Direito, autor de: "Perspectiva Histórica do Piauí" e "Evolução Histórica da Economia Piauiense". Organizou o livro “Piauí: Formação - Desenvolvimento - Perspectivas”.

Reginaldo Gonçalves de Lima – Formado em Contabilidade e em Administração de Empresas, autor de: "Geração Campo Maior - anotações para uma enciclopédia".

Reginaldo Miranda – Bacharel em Direito, autor de: “Piauí em Foco”; Bertolinia: História, Meio e Homem”; “Cronologia Histórica do Município de Regeneração” e Aldeamento dos Acoroás”.

Renato Castelo Branco – Bacharel em Direito, autor de: “A Civilização do Couro”; “O Homem, Escravo e Senhor”; “A Conquista dos Sertões de Dentro”; “Senhores e Escravos (A Balaiada)”; “Domingos Jorge Velho e a Presença Paulista no Nordeste” e “A Guerra do Fidié”.

Renato Neves Marques – Sem formação acadêmica, autor de: “19 de Outubro – O Dia do Piauí” e de vários ensaios históricos dentre os quais: “O Apostolado dos Tremembés” e “Nossa Senhora do Monte Serrate, a Padroeira da Vila da Parnaíba”.

Sebastião Martins de Araújo Costa – Formado em Medicina, autor de: “História do Piauí” e “Fundação de Jerumenha”.

Socorro Santana – Sem formação acadêmica, autora de: "Terra de Bruenque".

Toni Rodrigues - Profissional da área de comunicação, ator de: "História de Altos".

Wilson Brandão – Formado em Direito, autor de: “História da Independência do Piauí” e “A Balaiada - Aspectos Sociais e Políticos (Piauí)”.

Wilson Carvalho Gonçalves – Farmacêutico, autor de: “Terra dos Governadores”; “Os Homens que Governaram o Piauí”; “Teresina - Pesquisas Históricas”; “Dicionário Histórico-Biográfico Piauiense”; “Vultos da História de Barras”; “Roteiro Cronológico da História do Piauí”; “Grande Dicionário Histórico-Biográfico Piauiense” e “Dicionário Enciclopédico Ilustrado Piauiense”.

William Palha Dias – Formado em Direito, autor de: “Piauí, Ontem e Hoje”; “O Piauí em Estudos Sociais”; “Caracol na História do Piauí” e “São Raimundo Nonato de Distrito-Freguesia a Vila”.

Zózimo Tavares – Formado em Jornalismo e Letras, Pós-Graduado em Comunicação e Marketing e Mestrando em Linguistica, autor de: “100 Fatos do Piauí no Século 20”.


Obras consultadas:

1) Dicionário Biográfico Virtual de Escritores Piauienses, de Adrião Neto.
2) Dicionário Enciclopédico Piauiense Ilustrado, de Wilson Carvalho Gonçalves.
3) Dicionário Histórico e Geográfico do Estado do Piauí, de Cláudio Bastos. 


Adrião Neto – Dicionarista biográfico, historiador, poeta e romancista, autor do livro “Geografia e História do Piauí para Estudantes – Da Pré-História à Atualidade”. 


fonte www.meionorte.com 


segunda-feira, 7 de junho de 2010




Torquato Pereira de Araújo Neto nasceu em Teresina, Piauí, em 09 de Novembro de 1944. Filho de promotor público e professora primária, estudou no mesmo colégio que Gilberto Gil, em Salvador, tornando-se amigo do compositor e conhecendo também os irmãos Caetano Veloso e Maria Bethânia.
Em 1962 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde iniciou um curso de Jornalismo. Sem o diploma, começou a exercer a profissão em diversos jornais cariocas. 
Foi um dos mentores intelectuais do movimento tropicalista, participou da famosa capa do LP Tropicália ou Panis et Circenses (sentado ao lado de Gal Costa) - nesse disco estão incluídas duas de suas composições: Mamãe, Coragem e Geléia Geral (considerada o verdadeiro manifesto tropicalista).
Um dia após completar 28 anos de idade, ligou o gás do banheiro e suicidou-se. Deixou um bilhete: "Tenho saudade, como os cariocas, do dia em que sentia e achava que era dia de cego. De modo que fico sossegado por aqui mesmo, enquanto durar. Pra mim, chega! Não sacudam demais o Thiago, que ele pode acordar"
Era 10 de novembro de 1972 - e o Brasil perdia um de seus maiores e mais geniais poetas.


  Torquatália: do Lado de Dentro: Obra Reunida de Torquato Neto - Vol. 1
Torquatália: Geléia Geral: Obra Reunida de Torquato Neto - Vol. 2
Pra Mim Chega: a Biografia de Torquato
Torquato Neto: uma poética de estilhaços
A coisa mais linda que existe
Ai de mim, Copacabana
Cogito
Começar pelo recomeço
Dente no dente
Destino
Domingou
Geléia geral
Go back Letra Cifrada Para 
ouvir com RealPlayer
Let's play that
Louvação
Mamãe, coragem Para 
ouvir com RealPlayer
Marginália II
Minha senhora Para 
ouvir com RealPlayer
Pra dizer adeus Letra Cifrada
Rancho da rosa encarnada

http://www.torquatoneto.com.br/   site completo sobre torquato....